Proximidade do verão e radiação solar intensa reforçam a necessidade de cuidados com a fotoproteção
O sol emite radiações magnéticas classificadas de acordo com seu comprimento de onda e cada uma tem um efeito diferente sobre a pele, dependendo da duração e intensidade da exposição. A fotoproteção tem como objetivo prevenir os danos relacionados a essa exposição solar.
As radiações UVB incidem na epiderme e provocam queimaduras solares, os eritemas. Estas são as principais responsáveis pelas alterações celulares que predispõe ao câncer de pele e têm maior incidência no verão, especialmente entre às 10 e 16 horas. As radiações UVA, por sua vez, penetram profundamente na pele e são as responsáveis pelo fotoenvelhecimento.
Assim, é de extrema importância a utilização diária de protetores solares, que deve ser iniciada a partir dos seis meses de idade. O FDA classificou-os como “drogas que pretendem proteger a estrutura e função da pele humana contra danos causados pelo sol”.
Os filtros podem ser químicos (absorvem a luz solar) ou físicos (refletem a radiação ultravioleta) e devem ter no mínimo FPS 15 e ser de amplo espectro, ou seja, absorver ou bloquear as radiações ultravioletas A e B. Quanto mais clara e sensível for a pele, mais proteção ela necessita, com fatores que variam de 35 a 100.
É importante também respeitar o grau de oleosidade da pele. As oleosas, acnéicas ou seborréicas devem receber produtos como géis, loções ou cremes oil free. Já as peles secas necessitam de produtos mais hidratantes e umectantes.
Crianças pedem cuidados e devem usar filtros infantis, pois são preparados sem álcool, não ardem nos olhos e a fórmula própria para esta faixa etária torna o produto mais fácil de passar no corpo.
Não basta apenas o protetor certo, é importante também aplicá-lo da maneira exata. Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 a 45 minutos antes da exposição solar e reaplicados a cada duas horas de exposição contínua, ou após transpiração excessiva e mergulhos prolongados.
Estudos mostram que nuvens claras deixam passar 90% dos raios UV, nuvens escuras 10% e a areia reflete 25% dos raios UV. Quem acha que dentro da água estará seguro, precisa saber que até a profundidade de meio metro, receberá 40% da radiação incidente na superfície. E também que, quanto maior a altitude, maior a exposição aos UV: aumentam em 4% a cada 300 metros.
Com a diminuição da camada de ozônio, que protege a Terra contra os raios ultravioletas pela emissão de poluentes, a exposição solar tem se tornado mais intensa e perigosa. Por estas razões a fotoproteção se faz tão necessária.
Elisabeth Correa Jacob
Médica esteticista
CRM 8999






