O veneno das abelhas, já a várias décadas, tem sido muito estudado e usado para finalidades terapêuticas, principalmente na Europa e Rússia.No Brasil, o interesse pelo veneno das abelhas e suas aplicações aumentou depois da introdução das "abelhas africanas"em 1957. Estudos revelaram não haver diferenças entre o veneno da "africana" e da "italiana". (Mello, 1970).
Efeitos alérgicos
Certa parcela da população pode, quando ferroada por abelhas, apresentar reações alérgicas ao veneno e portanto, a apitoxina. As reações não se relacionam aos efeitos naturais do veneno sobre os tecidos e as células, mas a respostas individuais peculiares do organismo. Podem consistir em apenas um incomodo, com dor localizada e inchaço.
Existem casos, porém que pode aparecer um inchaço local bem acentuado, seguido de urticária generalizada.
Em casos extremos, a reação cutânea intensa é seguida de dificuldades respiratórias e perda de consciência (choque anafilático). Deve-se procurar auxílio médico imediatamente.
A apitoxina, veneno produzido pelas abelhas, é uma mistura complexa de enzimas, peptídeos e aminoácidos. Contém, ainda, em pequenas quantidades, carboidratos e lípides.
Para se conseguir obter 1g de veneno seco é necessário coletar a apitoxina de cerca de 10.000 abelhas.
Componentes da Apitoxina
Quatro componentes são destacados na composição de apitoxina. Dois são peptídeos de baixo peso molecular:
- Amelitina, cera de 50% do peso seco;
- Aapamina, cerca de 3% do peso seco.
Os outros dois tem ação enzimática:
- A hialuronidase, que decompõe o principal polissacarídeo da matriz celular epitelial, o ácido hialurônico.
- A fosfolipase A2, que rompe a estrutura dos fosfoacilgliceróis da membrana das células.
Entre outros peptídeos já descritos, destacam-se:
- Peptídeo MCD, cardropep, adolapina, tertiapina, secapina, peptídeo de Nelson, procarminas A e B.
Além disso, ocorrem compostos nitrogenados de outras classes como a noradrenelina, dopamina, solapiveno e catecolaminas.
Aplicações de Apitoxina:
A maior parte das aplicações e usos terapêuticos de apitoxina, muito difundidos na Rússia e Europa Ocidental, referem-se à prevenção e tratamento natural da artrite, esclerose e reumatismo com ausência ou minimização de efeitos colaterais.
Várias outras aplicações tem sido relatadas, incluindo terapias para:
Controle e permeabilidade dos vasos capilares;
- Distúrbios otorrinolaringológicos;
- Doenças ginecológicas;
- Tuberculose;
- Herpes ocular;
- Esclerose múltipla;
- Lipemia;
- Estimulação das funções sexuais;
- Infecções bacterianas e fúngicas;
- Inibição da propagação e metástase de células tumorais.
Fonte: BREYER & CIA - Laboratório






