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Herpes Zoster

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O herpes zoster (HZ) é uma doença causada por um vírus, o mesmo que causa a varicela (ou "catapora"). Popularmente, o HZ é conhecido como "cobreiro", e é erroneamente relacionado ao contato com animais como sapos, cobras, aranhas, lagartixas, entre outros.

O HZ é mais comum em idosos, porém adultos jovens e adolescentes também podem desenvolver a doença. Além disso, os pacientes portadores do vírus HIV/AIDS estão em risco aumentado de apresentar o HZ. Vejamos por que.

Como a doença ocorre?
Geralmente, durante a infância a criança é infectada pelo vírus varicela-zoster, como é chamado, e desenvolve a doença inicial, ou seja, a catapora. É possível que algumas pessoas que se infectam com esse vírus apresentem formas mais leves da doença, não sendo a mesma diagnosticada.
 
Após a resolução da catapora, o vírus não é eliminado do organismo, ficando em um estado que chamamos de "latência". Nessa fase, ele não causa nenhum dano ao organismo, e a pessoa é completamente assintomática. O principal local onde ele habita nessa fase é representado pelos nervos que saem da coluna vertebral.

Embora não se saiba exatamente o que causa a reativação do vírus, acredita-se que uma baixa de imunidade seja a causa responsável. Assim, situações nas quais a doença pode surgir seriam: uso de medicamentos imunossupressores (como os pacientes com câncer); portadores do vírus HIV/AIDS (doença que ataca as células do sistema imune, destruindo-as); após cirurgias de grande porte; idade avançada (o envelhecimento associa-se a redução da atividade do sistema imune); uso crônico de corticóides; após queimaduras solares; durante forte estresse emocional. Em todas essas situações, o comprometimento do sistema imune pode permitir que o vírus fique ativo novamente.

Quando reativado, o vírus "caminha" através dos nervos, até atingir a pele, onde leva ao desenvolvimento das características da doença.

Uma pessoa não pode desenvolver HZ após o contato com um doente, mas pode desenvolver a catapora, caso ainda não tenha tido essa doença ou não tenha sido vacinada. As vesículas (lesões características da doença) são preenchidas por líquido, no qual encontram-se os vírus. Assim, deve-se evitar o contato dos doentes com grávidas, crianças, pacientes com comprometimento do sistema imune (câncer, HIV/AIDS) e outras pessoas que não tiveram catapora previamente, pelo menos até que as lesões estejam secas e com crostas.

Quais os sintomas?

Os primeiros sintomas da doença são descritos como uma dor em queimação, aguda, formigamento ou dormência na região da pele acometida. Também é comum o relato de coceira. O local mais comum de aparecimento da doença é o abdome, mas pode surgir também na face. Sintomas gerais, como febre, mal-estar, dor de cabeça e desconforto no estômago podem também estar presentes.

Após um período variável de tempo, surgem as lesões características da doença. Elas são representadas por pequenas vesículas ("bolhas"), cheias de líquido, com a base avermelhada. São extremamente dolorosas, e às vezes a pessoa não tolera nem o contato com a roupa. Depois de 2 a 3 dias, as vesículas ficam amareladas, secam e formam crostas que, quando se soltam, podem deixar algumas cicatrizes. Essas bolhas aparecem normalmente em apenas um lado do corpo, acompanhando o trajeto do nervo acometido.

A dor melhora gradativamente com a resolução do quadro, porém nos idosos ela pode permanecer por longos períodos de tempo após a cura da doença. Essa condição é chamada de "neuralgia pós-herpética", e ocorre em 10% a 15% dos pacientes.

A doença é auto-limitada, ou seja, resolve-se sozinha em um período médio de 15 dias, sem necessidade de tratamento. Isso permite que as pessoas acreditem em simpatias e remédios caseiros milagrosos, aos quais é atribuída a cura da doença. As lesões de pele desaparecem em 1 a 3 semanas e a dor/irritação em 3 a 5 semanas.

O quadro mais grave, felizmente mais raro, é quando a doença acomete a pele na região próxima ao olho. Nesses casos, o HZ pode atingir as estruturas oculares, podendo levar até à cegueira. Qualquer acometimento suspeito nessa região indica uma consulta oftalmológica de urgência.

O diagnóstico é clínico, já que as lesões de pele são bastante características.

Como é feito o tratamento?

O tratamento é, basicamente, direcionado aos sintomas, já que não existe cura. Deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a dor pode ser extremamente forte. Cuidados gerais incluem o uso de pomadas frescas, para alívio da dor e da coceira, e de analgésicos (como o paracetamol).

Eventualmente, o médico pode prescrever algum medicamento, para ajudar na resolução do quadro, como:
Drogas antivirais, como o aciclovir. Esse medicamento pode acelerar a recuperação e reduzir a chance de prolongamento dos sintomas.
Analgésicos mais potentes, nos casos em que o paracetamol não for suficiente.
Antibióticos tópicos, para evitar infecção secundária das vesículas.
Corticóides, especialmente para os pacientes idosos.

 

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