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Prevenção do câncer de próstata gratuito

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O Ministério da Saúde adverte: preconceito faz mal. Um em cada cinco homens terá câncer de próstata simplesmente por tabu, medo e insegurança de fazer o exame de toque retal, indicado a partir dos 40 anos.
 
Preocupados com a ironia dos colegas, eles não sabem que o exame dura apenas 10 segundos e é mais eficiente para detectar tumores do que o Prostatic Specific Antigen (PSA). 

Até 20% da população masculina pode apresentar o PSA normal, mas ter o exame de toque alterado. A maioria também não sabe que o câncer de próstata é silencioso e assintomático. A má notícia é que não há como evitá-lo e a boa é que tem cura. O mais seguro é fazer os dois exames juntos: o de toque e o PSA. 
 
Foi pensando na resistência do sexo masculino às consultas médicas e aos exames de rotina que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, José Carlos Almeida, anunciaram o lançamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que deverá ocorrer ainda este semestre. A principal missão é a de promover ações de saúde para a população masculina na faixa etária dos 25 aos 29 anos, o que corresponde a 41,3%. 

A política foi elaborada com a contribuição de mais de 100 grupos organizados da sociedade civil e tem o apoio de 53 secretarias, o que levou o ministro da Saúde a liberar R$ 2,7 milhões para os estados. Entre as ações imediatas, estão o lançamento, no Dia dos Pais, da Semana de Promoção da Saúde do Homem e a distribuição de 26,1 milhões de cartilhas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. 

Prevê, ainda, a ampliação em 20% ao ano do número de consultas para diagnóstico de patologias do trato genital masculino e de câncer de próstata, vesícula, uretra, bolsa escrotal, testículos e pênis; e em 10% ao ano do número de cirurgias para essas doenças. 

Os especialistas, principalmente os urologistas, comemoram. “As políticas de saúde do governo sempre estiveram mais voltadas para a mulher”, constata o urologista e andrologista mineiro Luiz Otávio Torres. “Essa ideia é antiga e reivindicada por gestões anteriores da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), mas não conseguíamos representatividade junto ao governo, o que ocorre agora. É um grande passo.” 

Ele reconhece que, diferentemente das mulheres, os homens não têm o hábito de ir ao médico. “Com 15 anos, elas vão a um ginecologista pela primeira vez. Crescem acompanhadas por um profissional médico e fazendo exames de rotina.
 
Os homens só têm indicação para exames de próstata depois dos 40, mas devem lembrar que a partir dessa idade crescem os riscos não só de tumores, mas também de doenças cardíacas. Antes dos 40, porém, só vão ao médico quando ocorre algo de diferente, como doenças sexualmente transmissíveis (DST), cálculo renal, impotência, infertilidade, que não são rotina na vida deles.” 
Fonte: EM
 

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