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Beijo responsável

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Especialista alerta para lesões provocadas por beijação nesta época do ano
Que beijo é bom, ninguém duvida. Quando beijamos, alguns neurotransmissores são mobilizados para levar mensagens do cérebro ao resto do corpo. Eles informam que é preciso realizar algumas altarações no organismo e ordenam a liberação de substâncias na corrente sanguínea, promovendo uma enxurrada de adrenalina, srotonina e dopamina. É o que permite a sensação de bem-estar, desejo e a excitação.

Entretanto, o hábito de beijar um, dois, três em uma noite, como recomendam alguns axés e funks tocados por aí, mais que garantir um recorde, tem colocado adolescentes e jovens adultos, os principais adeptos da beijação, numa situação de risco. Segundo especialistas, são muitas as doenças que podem ser transmitidas pela boca.

A principal delas é a mononucleose. Também conhecida como doença do beijo, ela causa amargos sintomas que podem se estender por até 14 dias seguidos. Além disso, o vírus permanece para sempre no organismo, havendo chance de ser retransmitido ou, numa queda de imunidade, voltar a provocar sintomas no portador.

O mesmo ocorre com o herpes labial, como afirma o odontólogo Cornelis Springer, um estudioso das doenças bucais. Segundo ele, nos dois casos, o beijo é o veículo de transmissão. No contato com saliva infectada, o vírus é automaticamente transmitido. “Beijar é muito bom mas, como em tudo, deve-se ter critério.

A chamada beijação, além de, em muitos casos, estar ligada a um distúrbio de comportamento, traz o perigo da transmissão de diversas doenças que, independentemente da higiene bucal, fatalmente aparecem”, alerta.
 
Gengivites, hepatites A e B e doenças sexualmente transmissíveis, como gonorréia e sífilis também podem ser transmitidas pelo beijo. O especialista acredita que a gengivite, por exemplo, uma infecção bacteriana, teve sua incidência aumentada nos últimos anos, provavelmente, em decorrência do hábito de “ficar”.

CONTATO
Outras bactérias que povoam a boca em grande quantidade e que provocam a cárie também podem ocasionar infecções no organismo, quando caem na corrente sanguínea. Um dos órgãos mais afetados por essas bactérias é o coração.

Para quem não quer correr o risco de espalhar doenças por aí, é preciso cuidado e consciência.
Cornelis recomenda que, diante de qualquer sinal de problema, a pessoa procure um especialista e evite contato mais íntimo com outras pessoas. “Além de não prestarem muita atenção ao que ocorre na boca, é comum negligenciar qualquer indício de problema. Feridas, manchas, caroços, sangramentos, inchaços. Por mais insignificante que possa parecer, todos os sinais devem ser considerados e tratados”, pondera.
 
Além de procurar ter um alvo fixo para beijar, outros cuidados podem evitar as doenças da boca. Filar a bebida alheia ou o cigarro do amigo também são considerados hábitos perigosos e devem, portanto, ser abolidos. E como as crianças também não estão imunes, os pais devem evitar assoprar a comidinha dos bebês ou usar os mesmos talheres e copos.
 
Embora não previna todo tipo de doença bucal, a higiene da boca deve ser levada a sério. Além de garantir uma aparência mais bonita, ela protege contra as cáries, as gengivites e outros problemas que, além da possibilidade de serem transmitidos, podem gerar bastante incômodo aos mais displicentes.

DOENÇA DO BEIJO
A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) que, depois de um período de incubação (que varia entre 30 e 45 dias), permanece no organismo da pessoa pelo resto da vida

SINTOMAS
Em alguns casos, a mononucleose pode ser assintomática. Normalmente, entretanto, a pessoa apresenta:

Inchaço dos gânglios
• Fadiga

• Fortes dores de garganta

• Tosse

• Perda de apetite

• Inflamação do fígado

• Hipertrofia do baço

• Febre alta

• Inchaço dos gânglios

HERPES LABIAL
Outra doença comum provocada por vírus e transmitida pela saliva é o herpes labial, que pode causar bolhas e feridas nos lábios e na pele ao redor da boca

DSTs
As temidas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também podem ser transmitidas pelo beijo. É o caso, por exemplo, da sífilis, doença causada por bactéria e transmitida pelo contato com o tecido lesionado. Se houver feridas ou sangramento na boca e se a pessoa for portadora do vírus HIV, a aids também pode ser transmitida pelo beijo. O risco é pequeno, mas existe. Esse risco é maior em pessoas com piercing na língua ou lábios
Fonte: EM

 

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