Apitoxina

Ter, 17 de Fevereiro de 2009 19:51
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O veneno das abelhas, já a várias décadas, tem sido muito estudado e usado para finalidades terapêuticas, principalmente na Europa e Rússia.

No Brasil, o interesse pelo veneno das abelhas e suas aplicações aumentou depois da introdução das "abelhas africanas"em 1957. Estudos revelaram não haver diferenças entre o veneno da "africana" e da "italiana". (Mello, 1970).

Efeitos alérgicos
Certa parcela da população pode, quando ferroada por abelhas, apresentar reações alérgicas ao veneno e portanto, a apitoxina. As reações não se relacionam aos efeitos naturais do veneno sobre os tecidos e as células, mas a respostas individuais peculiares do organismo. Podem consistir em apenas um incomodo, com dor localizada e inchaço.
Existem casos, porém que pode aparecer um inchaço local bem acentuado, seguido de urticária generalizada.

Em casos extremos, a reação cutânea intensa é seguida de dificuldades respiratórias e perda de consciência (choque anafilático). Deve-se procurar auxílio médico imediatamente.

A apitoxina, veneno produzido pelas abelhas, é uma mistura complexa de enzimas, peptídeos e aminoácidos. Contém, ainda, em pequenas quantidades, carboidratos e lípides.
Para se conseguir obter 1g de veneno seco é necessário coletar a apitoxina de cerca de 10.000 abelhas.

Componentes da Apitoxina
Quatro componentes são destacados na composição de apitoxina. Dois são peptídeos de baixo peso molecular:
Os outros dois tem ação enzimática:
Entre outros peptídeos já descritos, destacam-se:
Além disso, ocorrem compostos nitrogenados de outras classes como a noradrenelina, dopamina, solapiveno e catecolaminas.

Aplicações de Apitoxina:
A maior parte das aplicações e usos terapêuticos de apitoxina, muito difundidos na Rússia e Europa Ocidental, referem-se à prevenção e tratamento natural da artrite, esclerose e reumatismo com ausência ou minimização de efeitos colaterais.

Várias outras aplicações tem sido relatadas, incluindo terapias para:
Controle e permeabilidade dos vasos capilares;
Fonte: BREYER & CIA  - Laboratório